sexta-feira, 19 de junho de 2009

Já tive ...

- Caprichosos caudilhos em fase ascendente que junto ao precipício deram um passo em frente …

- Sonhos desfeitos pela fraqueza aliada à escassez da necessária audácia …

- Sentimentos imperfeitos rasgados por estonteantes vendavais luxuriosos …

- Aprazíveis reflexões dilaceradas pelos lobos do intelecto …

- Verosímeis verdades não admitidas pelos cépticos …

- Amores platónicos e uns outros que nem por isso …

- Lágrimas quebradas por um simples raio de sol …

- A liberdade de ser o que realmente sou …

- ...


sábado, 13 de junho de 2009

"O Grito" - A angustia na sua forma mais dramática

"Passeava com dois amigos ao pôr-do-sol – o céu ficou de súbito vermelho-sangue – eu parei, exausto, e inclinei-me sobre a vedação – havia sangue e línguas de fogo sobre o azul escuro do ford e sobre a cidade – os meus amigos continuaram, mas eu fiquei ali a tremer de ansiedade – e senti o grito infinito da Natureza."
Edvard Munch (1863-1944)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Lei do financiamento dos partidos

O Presidente da República vetou esta terça-feira a nova lei do financiamento dos partidos.
«Esta alteração ocorre sem que se encontre devidamente acautelada a existência de mecanismos de controlo que assegurem a necessária transparência das fontes de financiamento privado, no quadro de um sistema que, sublinhe-se, adopta um modelo de financiamento tendencialmente público, do qual já resultam especiais encargos para o Orçamento do Estado e para os contribuintes», frisa o Presidente da República.
Estou desapontado .... não consigo perceber a quase unanimidade de deputados a favor desta lei, apenas António José Seguro (P.S.) teve a coragem de se levantar na altura de dizer não!
Relativamente a este assunto apenas tenho uma coisa a dizer:
- Parabéns Sr. Presidente, parabéns pelo veto!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Alegria no trabalho

Há locais de trabalho que já adquiriram o kit da boa disposição...



quarta-feira, 3 de junho de 2009

Os meus Bonsai - o meu novo hobby

Estou a dar os meus primeiros passos nesta curiosa forma de arte. Deixo-vos aqui algumas fotos dos meus exemplares, os quais ainda estão em fase pré-bonsai.

Ulmeiro (5 anos) + Ficus Retusa (13 anos)


Olea europea (Oliveira) - 7 anos


(Ficus Ginseng)

sábado, 9 de maio de 2009

Exercício Mental

Fixe os seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

3573 P3QU3N0 73X70
53RV3 4P3N45 P4R4 M057R4R C0M0 N0554 C4B3Ç4 C0NS3GU3 F423R C01545 1MPR3551ON4N735!!! R3P4R3 N1550!!! N0 1N1C10 3574V4 C0MPL1C4D0, M45 N3574 L1NH4 5U4 M3N73 V41 D3C1FR4ND0
0 C0D1G0 QU453 4UTOM471C4M3N73, 53M PR3C1S4R P3N54R MU170, C3R70? P0D3 F1C4R B3M 0RGULH050 D1550!!! 5U4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4B3N5!!!


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quinta-feira, 7 de maio de 2009

(re) Vivências

(A Persistência da Memória - Salvador Dali)

Recordar vivências passadas é o que faço neste momento.
Outrora tudo era tão mais simples… tão mais saudável… tão mais livre… tão mais vivido … tão mais… ...
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Recordo:
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- Pessoas que me eram quase indiferentes mas que de algum modo perpetuaram em mim;
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- Velhos e saudosos amigos que o tempo foi afastando;
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-Velhos amores hoje semi-extintos e desses, aquele breve momento em que os lábios de um quase sentiam nos lábios do outro, o desejo intenso de serem beijados;
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- Velhos sentimentos apagados pelo tempo;
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- Velhas paisagens hoje inexistentes ou sombreadas por algo que lhes levou toda a beleza;
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- Algumas fragrâncias presentemente inodoras;
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- Sensações de outrora, actualmente não sentidas;
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-Meros objectos que hoje não passam de ferro velhoferrugemdestroços nada...
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Recordo… indício de que ainda vivo!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Solo Guitar - Dominic Frasca

Papel, papel e mais papel


Quantas árvores tiveram que tombar para gerar este amontoado de folhas de papel? Quanta tinta já teve que correr?
Listas que geram propostas, propostas que geram comparativos, comparativos que geram contratos, contratos que geram autos, autos que geram autorizações que por sua vez geram ofícios … comprovativos, certidões, declarações, certificados, organogramas, planos de trabalho, memórias, notas, protocolos, comunicações, actas, papel… papel… papel…
Já é chegada a hora de simplificar os processos redundantes desta sociedade cada vez mais burocratizada.

(Nota para mim: por hoje já chega de papel… de trabalho)

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril de 1974


"O POVO UNIDO JAMAIS SERÀ VENCIDO" - Neste dia o povo saiu à rua e uniu-se em prol de uma liberdade que anteriormente era escassa ou praticamente inexistente.
Hoje é cada um por si, é a cultura do "EU". Para quando uma nova união do povo?

sexta-feira, 24 de abril de 2009

José Afonso (Era um Redondo Vocábulo)

Estamos em Abril … tenho forçosamente que deixar aqui algo de Zeca Afonso.
O poema desta canção foi escrito por Zeca Afonso na cadeia de Caxias em Abril de 1973 enquanto esteve detido pela PIDE/DGS.


Uma fantástica animação 3D para o tema "Era um redondo vocábulo" de José Afonso. Interpretação livre sobre a angústia de uma gestação ou maternidade em tempos de guerra no ultramar” do artista Eurico Coelho (legohist).

quarta-feira, 22 de abril de 2009

DIA DA TERRA


A crise não é apenas económica.
O Planeta Terra também está em crise e é urgente preservá-lo. Temos que nos consciencializar da importância da sua preservação.



O Dia da Terra não pode ser apenas Hoje ... todos os dias e a todas as horas deverá ser relembrado.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Uma quimérica distribuição de riqueza

Recebi por e-mail, do amigo M.G., esta curiosa mensagem que hoje vos divulgo e comento:




O meu comentário:
È evidente que existe um problema na distribuição de riqueza … mas há aqui qualquer coisa que não bate certo …
Olhando de forma simplória para estas contas, tudo me parece muito bem, a ideia de ter em carteira 104 Milhões de Dólares é, à primeira vista, muito bom. Em toda esta maravilha que nos eleva de imediato o espírito para umas merecidas férias num qualquer Hotel de 5 Estrelas no Dubai há, no entanto, um senão … Quem é que encontraríamos na recepção do hotel para nos indicar a localização da nossa suite? Quem confeccionava e serviria as nossas refeições? … Quem nos limparia o quarto? Afinal não éramos todos milionários? Existiria alguém que necessitasse de trabalhar?
Não, a pobreza do mundo não era, desta forma, erradicada do planeta! O dinheiro deixaria de ser valorizado, teríamos de encontrar outra moeda de troca similar ao dinheiro e o sistema que iria surgir seria, na melhor das hipóteses, idêntico ao actual.
Em conclusão: As complexas contas da vida não podem ser feitas através da pura e fria matemática! Enquanto existirem dois seres humanos neste pequeno planeta, existirá sempre uma sociedade estratificada e hierarquizada.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

"Pão e Circo"

É sabido que vivemos actualmente momentos verdadeiramente dificeis. A crise que se faz sentir, projecta no próprio ser humano todas as suas fraquezas e faz mostrar as suas dependências, sendo estas, essencialmente de teor económico/financeiro.
A expressão “para o povo, pão e circo”, é uma conhecida frase criada pelo imperador romano Júlio César a qual se resume basicamente, ao fornecimento de comida com baixo custo e diversão para afastar a atenção da corrupção, das enfermidades sociais, do bem-estar real dos cidadãos e de forma a suprimir o espírito crítico e a capacidade activista e contestadora inata em cada ser humano.
De certa forma… se pensarmos bem… a vida que levamos, o mediatismo exacerbado que diáriamente (quase) somos obrigados a consumir, os arquetipos que nos querem incutir, a programação televisiva que irrompe pelos nossos olhos dentro, nomeadamente a paixão que o futebol desperta nas massas e todo o “cor-de-rosismo” emitido a toda a hora, intercalado por diversos comerciais que nos levam a adquirir aquilo que não necessitamos, reflectem exactamente o retorno, talvez não de uma “politica”, mas de um sentimento colectivo ligado a essa ideia.
Somos um povo ocioso, retraído, habituado a ser condescendente e com tendência ao pré-derrotismo, se hoje existe crise, aguardamos à espera que esta passe … sem nada fazer, sem cansar os nossos delicados músculos, sem exercitar os nossos (poucos) neurónios. Esta não é apenas a politica do “Pão e circo” é também a politica do “deixa andar”.

Caríssimos... a crise que nos bateu à porta não vai desaparecer como num passe de mágica, não podemos baixar a cabeça, não podemos deixar que a nossa própria condescendência ganhe terreno, não podemos “alimentar o monstro”, ele está aí … é certo, mas não é através da submissão que o vamos travar mas sim através de um confronto directo, activo e proactivo. No entanto este confronto não pode ser desmedido, também não podemos deixar que o nosso “sangue” seja sugado pelos “vampiros” obstinados, não nos podemos esquecer que “eles comem tudo e não deixam nada”…
Eu sou uma pessoa de poucas certezas (isto é certo) sendo apenas esta uma excepção: O desânimo instaurado alimentará a “besta”, e sentir-nos-emos cada vez mais impotentes … sem forças … se nada fizermos, no culminar da desgraça, teremos aquilo que efectivamente merecemos!
Não, não quero ser conhecido como o profeta da desgraça, (aliás eu não quero, de todo, ser conhecido por coisissima nenhuma) quero apenas alertar que este é um periodo dificil, conturbado e só com muito esforço será ultrapassado. Conheço de perto algumas pessoas consumidas pelo desânimo, sem forças, sem alento para continuar, aclimatados a um nivel que, nos dias de hoje não pode ser vivido. Elas, devastadas pelo “glutão” económico, esmorecem e caiem no marasmo entrando num ciclo vicioso no sentido do retrocesso.
Esta é a hora certa para acordar, para fazer algo, é nos momentos de maior crise que também surgem os momentos das grandes oportunidades … Acordai… injectem em vós próprios a dose necessária de adrenalina para vos activar!
Acordai … “Acordai homens que dormis a embalar a dor nos silêncios vis, vinde no clamor das almas viris arrancar a flor que dorme na raiz …”

*** [Dedicado a alguém (o qual muito provavelmente não irá ler este post) que ficou sem trabalho, está prestes a ficar sem casa e possui duas criaturas dependentes que merecem todo e qualquer sacrifício que ele possa fazer. Para ele (e outros em situação similar) apenas deixo uma pequena nota … não é o trabalho que executas que te dignifica, és tu próprio que deves dignificar o teu trabalho, seja ele qual for … o importante é que te aguentes e que encontres um "trampolim" que te sirva de base e te faça erguer novamente].

É Mentira (gato fedorento)

Deixo a minha contribuição referente ao dia das mentiras!

domingo, 29 de março de 2009

A visita do Papa a Africa

"O Papa vive no século XXI? Estamos consternados. As pessoas não podem seguir o que o Papa diz. Ele vive no céu e nós vivemos na terra", proferiu Alain Fogué, do "Mocpat" ( organização não governamental camaronesa que luta pelo acesso dos doentes de sida aos tratamentos)

(Cartoon de António)

O Papa cometeu um erro bastante grande nas declarações proferidas na sua visita a África. Escolheu as palavras erradas no momento errado e no local errado.

(Cartoon de Rodrigo)

Não é já chegada a altura da Igreja se deixar de hipocrisias teocêntricas?

sábado, 28 de março de 2009

Charlie Chaplin em “O grande ditador”

Muito mais que uma grande e memorável cena de cinema, esta é uma das grandes obras do génio Charlie Chaplin.