quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Work

Eu devo ser demasiado crédulo em relação às pessoas que me rodeiam.
Fui informado que um determinado colega, pede a outros para me ligarem para o telemóvel da empresa a colocar questões relacionadas com a forma como eu executo o meu trabalho. Até este ponto, tirando o facto que o dito colega poderia ser frontal e colocar as questões directamente, está tudo bem. O grave da questão surge quando me vêm informar que é pedido (quase exigido) às pessoas que me telefonam, que coloquem o aparelho em alta-voz, para que todos ouçam e sem que me seja dado conhecimento do facto.
A este acto pode ser atribuído uma serie de nomes feios tais como … esparrela, armadilha, ardil, logro, artimanha, etc, etc. Consequentemente ao que acabei de dizer a pessoa instigadora de tal acto pode ser chamado de trapaceiro, trafulha, intrujão, etc.
Nem vale a pena falar na escassez da ética profissional … apenas digo que é uma pena que as coisas tenham de se desenvolver segundo estes maus princípios.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Mudança

Agora percebo melhor o significado da expressão “com a casa às costas”, já foi à alguns dias atrás mas as minhas costas ainda se queixam.
As tão esperadas mudanças finalmente realizaram-se, foram tardias mas acabaram por acontecer. O dia não foi fácil mas a troca por um espaço de qualidade superior, superou a fadiga física e deu um novo alento à alma.
Agora as meninas já têm o seu espaço, só é pena que eu apenas tire partido dele em dois dos sete dias da semana. No entanto a esperança de inverter o tempo de usufruto ainda existe.
Ainda vou conseguir tirar partido desse novo espaço e dos dois seres que lá habitam, que eu amo e são parte de mim.
Espera-se que a mudança de habitação também proporcione uma mudança de vida … para melhor é claro.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O lamentável caso das escutas

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Do Sr. Presidente da Republica era esperada uma declaração clara e isenta que deslindasse aquilo que realmente sucedeu. Em vez disso, fugiu ao essencial da questão e ainda lançou mais “achas para a fogueira”, continuando a promover a discórdia e a dúvida com o único intuito de desculpabilizar a sua casa civil.
- Sr Presidente, para a próxima talvez seja melhor presentear os portugueses com o seu habitual silêncio.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sufrágios

Não querendo politizar este espaço mas, no momento presentemente vivido, sentindo a necessidade de o fazer...
Deixo aqui a minha concordâcia plena com as palavras de José Miguel Judice.

Pela sua vontade reformista e não acreditando que MFL possua tal característica, o meu voto vai para Sócrates. Se as sondagens lhe dessem uma vitória mais vantajosa talvez tal não acontecesse, mas asim será ... por uma questão de tranquilidade da minha consciência.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Discurso politico

Este discurso poderia ter sido escrito por qualquer um dos candidatos às eleições que se aproximam.

ANTES DA POSSE

Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

DEPOIS DA POSSE
(Basta ler o mesmo texto,
DE BAIXO PARA CIMA)
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(autor não identificado)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Kandinsky

" Komposition VIII, 1923"

"Transverse Line, 1923"

Não vos vou fornecer a minha interpretação pessoal acerca das obras de Vassily Kandinsky.
Compreendo as pinturas apresentadas?
Posso apenas dizer-vos que gosto. O que eu vejo faz-me sentir bem, dá-me uma sensação de leveza e de equilíbrio colorido. (ponto final)
Se eu expressasse aqui a minha própria interpretação, estaria a ser levado na contra-corrente da ideia fundamental do Abstraccionismo que é a “Não Interpretação”.
As obras de Kandinsky dirigem-se mais à nossa percepção sensorial do que à apreensão intelectual.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Direitos Humanos



Declaração Universal dos Direitos Humanos

Deixo-vos apenas o artigo nº 1, de um lote de 30. Se este for cumprido, também todos os outro o serão.

Artigo 1.º
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.


http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhuniversais/cidh-dudh.html

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vazio de ideias

Faço tentativas para esvaziar do cérebro as ideias materialistas acumuladas durante o dia. Nessa altura absorvo frios números e à noite tento desintegrá-los,ou pelo menos, transformá-los em palavras.
Hoje nada me ocorre senão meras frases em bruto, por lapidar, transparentes e não manipuladas.
Sem ideias, sem saber que fim dar à caneta, resolvi somente pressionar as teclas deste velho teclado. Sem o pré-recurso do “Word” nem do seu apêndice “corrector ortográfico” tento postar algo com o mínimo de nexo … talvez em vão…. Talvez saia daqui algo parecido com nada.
È simplesmente o mórbido vazio que se insurge. Pelos vistos hoje é o dia da ressurreição do buraco negro que habita naquele diminuto pedacinho do meu cérebro, pela ausência de ideias ainda que lacónicas, pelo quase-vazio.
O nada, é uma quase viuvez à qual se sucede o luto cerebral.
O meu alento está no credo da vinda de um novo Big Bang de ideias.
Por agora é tudo … ou melhor … um quase-nada.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Diversão?



Estará a minha percepção da palavra “Divertimento” errada?
Vêm-se frequentemente seres de uma tenra faixa etária a emborcar enormes quantidades de espirituosos líquidos e afins derivados da cevada fermentada. Para estes indivíduos o constante degradante estado ébrio é sinónimo de pura diversão.
Para mim, um perfeito estado de divertimento deverá ser vivido e apreciado em plena comunhão com os meus sentidos, com sobriedade suficiente para jamais esquecer e dessa forma, aproveitá-los e vivê-los em absoluto.
Para além disso eu exijo a mim próprio conservar todo o controlo sobre a minha própria mente e sobre o meu corpo.
Ou..... Talvez a minha pessoa esteja um tanto ou quanto envelhecida e não acompanhou nem se actualizou relativamente ao passar dos tempos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Um paradoxo: O Tempo da Vida

De que nos serve o tempo? Não andaremos nós, ínfimos seres, demasiado preocupados com o tempo… com a duração das coisas?
Tudo é contado… trabalhamos 8 horas (era bom que fossem apenas 8), acordamos às 7:00, estamos no trabalho às 8:00, almoçamos às 12:30 para depois regressar ao trabalho às 14:00… jantamos às 20:00… etc, etc .
Deparamo-nos constantemente com frases/lamentos relacionadas com o tempo do género: “Esta vida são dois dias”, “Se eu fosse mais novo”…
Será o tempo insuficiente para que um determinado Ser comungue (na verdadeira acepção da palavra) com a vida?
A Vida só pode ser considerada demasiado curta se a classificar como estando condenada à guilhotina do tempo. As limitações temporais da vida só o serão na realidade se, no nosso pragmatismo desmedido, nos pusermos a contar.
Nós, grotescos e ridículos seres, não compreendemos a verdadeira essência da vida. O Tempo é um desnecessário instrumento de medida e completamente inútil no que se refere ao verdadeiro sentido da palavra VIVER.
De que me serve ter um registo do que a vida me levou? Uma das principais faculdades do tempo é limitar as possibilidades da vida.
A minha realidade intuitiva leva-me a crer que nada do que é verdadeiramente relevante, que acontece presentemente e me torna num entusiasta amante da vida, tem a ver com o tempo.
A essência, aquilo que me torna vivo … o partilhar do riso contagiante de uma criança, o afagar do cabelo e a carícia na pele da pessoa amada, a incrível beleza das coisas simples… nada disto pode ser contabilizado em horas ou minutos. As coisas verdadeiramente importantes, aquelas que fazem emergir a nossa felicidade, sucedem-se como se o tempo não existisse.
A felicidade recusa qualquer conexão do tempo com a vida.
Eu assumo aqui e agora, o meu máximo desejo em libertar-me das correntes que me prendem a estes dois ignóbeis pesos: o tempo e as tarefas que a sociedade insiste em me impor. As tarefas que nos são impostas ou exigidas são, indubitavelmente, a repulsa do perfeito.
O acto de viver não pode, de forma alguma, ser considerado uma tarefa. O resplandecer da lua cheia, o nascer do sol ou o canto da cotovia ouvido pela manhã, não podem ser tarefas, apenas existem de uma forma bela, simples e intemporal.
A perfeição reside na preservação da liberdade de todas as coisas… de todos os seres, sem exigências contundentes, numa quietude repousante, tal como o alvo seixo que permanece no fundo das águas cristalinas de um rio … intocável, seguro de si e com a sua inata e elementar beleza.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

"Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes."

Machado de Assis

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Os fins justificam os meios?

Segundo Maquiavel, se o objectivo a ser alcançado fosse importante, qualquer meio para alcançá-lo seria aceitável. Tratava-se de uma ideologia que pregava o relativismo da ética e da moral.
Quanto a mim, é errado pensar que quando movimentamos os meios para atingir um determinado fim apenas este último é importante, não podemos de forma alguma considerar os meios como algo irrelevante e desprovido de qualquer valor. Se o nosso propósito for atingir o topo de uma montanha, isso não significa que o queiramos fazer de qualquer maneira. Queremos escalar a montanha, esforçarmo-nos por superar as rochas escarpadas, combater as tempestades de neve, parar a meio e observar a paisagem e o horizonte, etc. Ao termos o desejo de escalar a montanha, queremos atingir o nosso objectivo como deve ser.
Um qualquer feito mede-se não somente pelos resultados, mas também pelo modo como são conseguidos. Não seria para mim interessante ser simplesmente colocado por um helicóptero no topo da montanha.

terça-feira, 21 de julho de 2009

domingo, 19 de julho de 2009

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Blogue temporariamente encerrado


Michael Jackson Morreu

"Michael Jackson, o “Rei da Pop”, morreu aos 50 anos, vítima de uma paragem cardíaca. Ao início da tarde de ontem (horário da Califórnia) os serviços de emergência médica foram chamados à sua residência para socorrer o cantor, aparentemente em paragem respiratória — poucas horas mais tarde, já a partir do hospital universitário UCLA, para onde foi transportado, surgia a confirmação da morte."
In Publico

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Recordar "A Lista de Schindler"

Rodrigo Leão - As Cidades

É por este tipo de feitos que ainda me orgulho de pertencer a este país.

Já presenciei …

- Opulentas e insubsistentes construções erigidas pelo erário público …

- O mais belo Pôr-do-sol subitamente ofuscado por negras nuvens …

- A extinguidas labaredas da vida de entes que me eram queridos …

- A caóticas mas acertadas manifestações populares …

- Á coragem Mater de alguém que dizia não a ter …

- Ao nascimento da mais perfeita flor …


- ...