quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vazio de ideias

Faço tentativas para esvaziar do cérebro as ideias materialistas acumuladas durante o dia. Nessa altura absorvo frios números e à noite tento desintegrá-los,ou pelo menos, transformá-los em palavras.
Hoje nada me ocorre senão meras frases em bruto, por lapidar, transparentes e não manipuladas.
Sem ideias, sem saber que fim dar à caneta, resolvi somente pressionar as teclas deste velho teclado. Sem o pré-recurso do “Word” nem do seu apêndice “corrector ortográfico” tento postar algo com o mínimo de nexo … talvez em vão…. Talvez saia daqui algo parecido com nada.
È simplesmente o mórbido vazio que se insurge. Pelos vistos hoje é o dia da ressurreição do buraco negro que habita naquele diminuto pedacinho do meu cérebro, pela ausência de ideias ainda que lacónicas, pelo quase-vazio.
O nada, é uma quase viuvez à qual se sucede o luto cerebral.
O meu alento está no credo da vinda de um novo Big Bang de ideias.
Por agora é tudo … ou melhor … um quase-nada.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Diversão?



Estará a minha percepção da palavra “Divertimento” errada?
Vêm-se frequentemente seres de uma tenra faixa etária a emborcar enormes quantidades de espirituosos líquidos e afins derivados da cevada fermentada. Para estes indivíduos o constante degradante estado ébrio é sinónimo de pura diversão.
Para mim, um perfeito estado de divertimento deverá ser vivido e apreciado em plena comunhão com os meus sentidos, com sobriedade suficiente para jamais esquecer e dessa forma, aproveitá-los e vivê-los em absoluto.
Para além disso eu exijo a mim próprio conservar todo o controlo sobre a minha própria mente e sobre o meu corpo.
Ou..... Talvez a minha pessoa esteja um tanto ou quanto envelhecida e não acompanhou nem se actualizou relativamente ao passar dos tempos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Um paradoxo: O Tempo da Vida

De que nos serve o tempo? Não andaremos nós, ínfimos seres, demasiado preocupados com o tempo… com a duração das coisas?
Tudo é contado… trabalhamos 8 horas (era bom que fossem apenas 8), acordamos às 7:00, estamos no trabalho às 8:00, almoçamos às 12:30 para depois regressar ao trabalho às 14:00… jantamos às 20:00… etc, etc .
Deparamo-nos constantemente com frases/lamentos relacionadas com o tempo do género: “Esta vida são dois dias”, “Se eu fosse mais novo”…
Será o tempo insuficiente para que um determinado Ser comungue (na verdadeira acepção da palavra) com a vida?
A Vida só pode ser considerada demasiado curta se a classificar como estando condenada à guilhotina do tempo. As limitações temporais da vida só o serão na realidade se, no nosso pragmatismo desmedido, nos pusermos a contar.
Nós, grotescos e ridículos seres, não compreendemos a verdadeira essência da vida. O Tempo é um desnecessário instrumento de medida e completamente inútil no que se refere ao verdadeiro sentido da palavra VIVER.
De que me serve ter um registo do que a vida me levou? Uma das principais faculdades do tempo é limitar as possibilidades da vida.
A minha realidade intuitiva leva-me a crer que nada do que é verdadeiramente relevante, que acontece presentemente e me torna num entusiasta amante da vida, tem a ver com o tempo.
A essência, aquilo que me torna vivo … o partilhar do riso contagiante de uma criança, o afagar do cabelo e a carícia na pele da pessoa amada, a incrível beleza das coisas simples… nada disto pode ser contabilizado em horas ou minutos. As coisas verdadeiramente importantes, aquelas que fazem emergir a nossa felicidade, sucedem-se como se o tempo não existisse.
A felicidade recusa qualquer conexão do tempo com a vida.
Eu assumo aqui e agora, o meu máximo desejo em libertar-me das correntes que me prendem a estes dois ignóbeis pesos: o tempo e as tarefas que a sociedade insiste em me impor. As tarefas que nos são impostas ou exigidas são, indubitavelmente, a repulsa do perfeito.
O acto de viver não pode, de forma alguma, ser considerado uma tarefa. O resplandecer da lua cheia, o nascer do sol ou o canto da cotovia ouvido pela manhã, não podem ser tarefas, apenas existem de uma forma bela, simples e intemporal.
A perfeição reside na preservação da liberdade de todas as coisas… de todos os seres, sem exigências contundentes, numa quietude repousante, tal como o alvo seixo que permanece no fundo das águas cristalinas de um rio … intocável, seguro de si e com a sua inata e elementar beleza.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

"Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes."

Machado de Assis

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Os fins justificam os meios?

Segundo Maquiavel, se o objectivo a ser alcançado fosse importante, qualquer meio para alcançá-lo seria aceitável. Tratava-se de uma ideologia que pregava o relativismo da ética e da moral.
Quanto a mim, é errado pensar que quando movimentamos os meios para atingir um determinado fim apenas este último é importante, não podemos de forma alguma considerar os meios como algo irrelevante e desprovido de qualquer valor. Se o nosso propósito for atingir o topo de uma montanha, isso não significa que o queiramos fazer de qualquer maneira. Queremos escalar a montanha, esforçarmo-nos por superar as rochas escarpadas, combater as tempestades de neve, parar a meio e observar a paisagem e o horizonte, etc. Ao termos o desejo de escalar a montanha, queremos atingir o nosso objectivo como deve ser.
Um qualquer feito mede-se não somente pelos resultados, mas também pelo modo como são conseguidos. Não seria para mim interessante ser simplesmente colocado por um helicóptero no topo da montanha.

terça-feira, 21 de julho de 2009

domingo, 19 de julho de 2009

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Blogue temporariamente encerrado


Michael Jackson Morreu

"Michael Jackson, o “Rei da Pop”, morreu aos 50 anos, vítima de uma paragem cardíaca. Ao início da tarde de ontem (horário da Califórnia) os serviços de emergência médica foram chamados à sua residência para socorrer o cantor, aparentemente em paragem respiratória — poucas horas mais tarde, já a partir do hospital universitário UCLA, para onde foi transportado, surgia a confirmação da morte."
In Publico

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Recordar "A Lista de Schindler"

Rodrigo Leão - As Cidades

É por este tipo de feitos que ainda me orgulho de pertencer a este país.

Já presenciei …

- Opulentas e insubsistentes construções erigidas pelo erário público …

- O mais belo Pôr-do-sol subitamente ofuscado por negras nuvens …

- A extinguidas labaredas da vida de entes que me eram queridos …

- A caóticas mas acertadas manifestações populares …

- Á coragem Mater de alguém que dizia não a ter …

- Ao nascimento da mais perfeita flor …


- ...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Já tive ...

- Caprichosos caudilhos em fase ascendente que junto ao precipício deram um passo em frente …

- Sonhos desfeitos pela fraqueza aliada à escassez da necessária audácia …

- Sentimentos imperfeitos rasgados por estonteantes vendavais luxuriosos …

- Aprazíveis reflexões dilaceradas pelos lobos do intelecto …

- Verosímeis verdades não admitidas pelos cépticos …

- Amores platónicos e uns outros que nem por isso …

- Lágrimas quebradas por um simples raio de sol …

- A liberdade de ser o que realmente sou …

- ...


sábado, 13 de junho de 2009

"O Grito" - A angustia na sua forma mais dramática

"Passeava com dois amigos ao pôr-do-sol – o céu ficou de súbito vermelho-sangue – eu parei, exausto, e inclinei-me sobre a vedação – havia sangue e línguas de fogo sobre o azul escuro do ford e sobre a cidade – os meus amigos continuaram, mas eu fiquei ali a tremer de ansiedade – e senti o grito infinito da Natureza."
Edvard Munch (1863-1944)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Lei do financiamento dos partidos

O Presidente da República vetou esta terça-feira a nova lei do financiamento dos partidos.
«Esta alteração ocorre sem que se encontre devidamente acautelada a existência de mecanismos de controlo que assegurem a necessária transparência das fontes de financiamento privado, no quadro de um sistema que, sublinhe-se, adopta um modelo de financiamento tendencialmente público, do qual já resultam especiais encargos para o Orçamento do Estado e para os contribuintes», frisa o Presidente da República.
Estou desapontado .... não consigo perceber a quase unanimidade de deputados a favor desta lei, apenas António José Seguro (P.S.) teve a coragem de se levantar na altura de dizer não!
Relativamente a este assunto apenas tenho uma coisa a dizer:
- Parabéns Sr. Presidente, parabéns pelo veto!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Alegria no trabalho

Há locais de trabalho que já adquiriram o kit da boa disposição...



quarta-feira, 3 de junho de 2009

Os meus Bonsai - o meu novo hobby

Estou a dar os meus primeiros passos nesta curiosa forma de arte. Deixo-vos aqui algumas fotos dos meus exemplares, os quais ainda estão em fase pré-bonsai.

Ulmeiro (5 anos) + Ficus Retusa (13 anos)


Olea europea (Oliveira) - 7 anos


(Ficus Ginseng)

sábado, 9 de maio de 2009

Exercício Mental

Fixe os seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

3573 P3QU3N0 73X70
53RV3 4P3N45 P4R4 M057R4R C0M0 N0554 C4B3Ç4 C0NS3GU3 F423R C01545 1MPR3551ON4N735!!! R3P4R3 N1550!!! N0 1N1C10 3574V4 C0MPL1C4D0, M45 N3574 L1NH4 5U4 M3N73 V41 D3C1FR4ND0
0 C0D1G0 QU453 4UTOM471C4M3N73, 53M PR3C1S4R P3N54R MU170, C3R70? P0D3 F1C4R B3M 0RGULH050 D1550!!! 5U4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4B3N5!!!


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quinta-feira, 7 de maio de 2009

(re) Vivências

(A Persistência da Memória - Salvador Dali)

Recordar vivências passadas é o que faço neste momento.
Outrora tudo era tão mais simples… tão mais saudável… tão mais livre… tão mais vivido … tão mais… ...
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Recordo:
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- Pessoas que me eram quase indiferentes mas que de algum modo perpetuaram em mim;
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- Velhos e saudosos amigos que o tempo foi afastando;
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-Velhos amores hoje semi-extintos e desses, aquele breve momento em que os lábios de um quase sentiam nos lábios do outro, o desejo intenso de serem beijados;
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- Velhos sentimentos apagados pelo tempo;
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- Velhas paisagens hoje inexistentes ou sombreadas por algo que lhes levou toda a beleza;
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- Algumas fragrâncias presentemente inodoras;
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- Sensações de outrora, actualmente não sentidas;
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-Meros objectos que hoje não passam de ferro velhoferrugemdestroços nada...
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Recordo… indício de que ainda vivo!