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sábado, 19 de junho de 2010

Onde está a Democracia? - José Saramago



Heis aqui um grande exemplo de honestidade intelectual.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Alegria no trabalho

Há locais de trabalho que já adquiriram o kit da boa disposição...



quinta-feira, 16 de abril de 2009

Uma quimérica distribuição de riqueza

Recebi por e-mail, do amigo M.G., esta curiosa mensagem que hoje vos divulgo e comento:




O meu comentário:
È evidente que existe um problema na distribuição de riqueza … mas há aqui qualquer coisa que não bate certo …
Olhando de forma simplória para estas contas, tudo me parece muito bem, a ideia de ter em carteira 104 Milhões de Dólares é, à primeira vista, muito bom. Em toda esta maravilha que nos eleva de imediato o espírito para umas merecidas férias num qualquer Hotel de 5 Estrelas no Dubai há, no entanto, um senão … Quem é que encontraríamos na recepção do hotel para nos indicar a localização da nossa suite? Quem confeccionava e serviria as nossas refeições? … Quem nos limparia o quarto? Afinal não éramos todos milionários? Existiria alguém que necessitasse de trabalhar?
Não, a pobreza do mundo não era, desta forma, erradicada do planeta! O dinheiro deixaria de ser valorizado, teríamos de encontrar outra moeda de troca similar ao dinheiro e o sistema que iria surgir seria, na melhor das hipóteses, idêntico ao actual.
Em conclusão: As complexas contas da vida não podem ser feitas através da pura e fria matemática! Enquanto existirem dois seres humanos neste pequeno planeta, existirá sempre uma sociedade estratificada e hierarquizada.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

"Pão e Circo"

É sabido que vivemos actualmente momentos verdadeiramente dificeis. A crise que se faz sentir, projecta no próprio ser humano todas as suas fraquezas e faz mostrar as suas dependências, sendo estas, essencialmente de teor económico/financeiro.
A expressão “para o povo, pão e circo”, é uma conhecida frase criada pelo imperador romano Júlio César a qual se resume basicamente, ao fornecimento de comida com baixo custo e diversão para afastar a atenção da corrupção, das enfermidades sociais, do bem-estar real dos cidadãos e de forma a suprimir o espírito crítico e a capacidade activista e contestadora inata em cada ser humano.
De certa forma… se pensarmos bem… a vida que levamos, o mediatismo exacerbado que diáriamente (quase) somos obrigados a consumir, os arquetipos que nos querem incutir, a programação televisiva que irrompe pelos nossos olhos dentro, nomeadamente a paixão que o futebol desperta nas massas e todo o “cor-de-rosismo” emitido a toda a hora, intercalado por diversos comerciais que nos levam a adquirir aquilo que não necessitamos, reflectem exactamente o retorno, talvez não de uma “politica”, mas de um sentimento colectivo ligado a essa ideia.
Somos um povo ocioso, retraído, habituado a ser condescendente e com tendência ao pré-derrotismo, se hoje existe crise, aguardamos à espera que esta passe … sem nada fazer, sem cansar os nossos delicados músculos, sem exercitar os nossos (poucos) neurónios. Esta não é apenas a politica do “Pão e circo” é também a politica do “deixa andar”.

Caríssimos... a crise que nos bateu à porta não vai desaparecer como num passe de mágica, não podemos baixar a cabeça, não podemos deixar que a nossa própria condescendência ganhe terreno, não podemos “alimentar o monstro”, ele está aí … é certo, mas não é através da submissão que o vamos travar mas sim através de um confronto directo, activo e proactivo. No entanto este confronto não pode ser desmedido, também não podemos deixar que o nosso “sangue” seja sugado pelos “vampiros” obstinados, não nos podemos esquecer que “eles comem tudo e não deixam nada”…
Eu sou uma pessoa de poucas certezas (isto é certo) sendo apenas esta uma excepção: O desânimo instaurado alimentará a “besta”, e sentir-nos-emos cada vez mais impotentes … sem forças … se nada fizermos, no culminar da desgraça, teremos aquilo que efectivamente merecemos!
Não, não quero ser conhecido como o profeta da desgraça, (aliás eu não quero, de todo, ser conhecido por coisissima nenhuma) quero apenas alertar que este é um periodo dificil, conturbado e só com muito esforço será ultrapassado. Conheço de perto algumas pessoas consumidas pelo desânimo, sem forças, sem alento para continuar, aclimatados a um nivel que, nos dias de hoje não pode ser vivido. Elas, devastadas pelo “glutão” económico, esmorecem e caiem no marasmo entrando num ciclo vicioso no sentido do retrocesso.
Esta é a hora certa para acordar, para fazer algo, é nos momentos de maior crise que também surgem os momentos das grandes oportunidades … Acordai… injectem em vós próprios a dose necessária de adrenalina para vos activar!
Acordai … “Acordai homens que dormis a embalar a dor nos silêncios vis, vinde no clamor das almas viris arrancar a flor que dorme na raiz …”

*** [Dedicado a alguém (o qual muito provavelmente não irá ler este post) que ficou sem trabalho, está prestes a ficar sem casa e possui duas criaturas dependentes que merecem todo e qualquer sacrifício que ele possa fazer. Para ele (e outros em situação similar) apenas deixo uma pequena nota … não é o trabalho que executas que te dignifica, és tu próprio que deves dignificar o teu trabalho, seja ele qual for … o importante é que te aguentes e que encontres um "trampolim" que te sirva de base e te faça erguer novamente].